Sem professores orientadores para TCC, grupo de estudantes do Cenecista cobra soluções

Um grupo de cerca de 30 estudantes da Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves entrou em contato com o jornal SERRANOSSA para relatar um problema que vem ameaçando a conclusão dos cursos de Bacharel em Biomedicina e Bacharel em Biologia: a falta de orientadores para os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). Desde o semestre passado sem professores para essa função, os alunos se reuniram com a faculdade nesta semana para tentar entender a razão do afastamento desses profissionais. “Fomos informados oficialmente nesta terça-feira, dia 05 de outubro de 2021, há mais ou menos um mês da apresentação de nossos TCCs, cadeira paga integralmente desde o início do semestre 2021/02, que os nossos orientadores, professores escolhidos por nós, com proficiência nos temas que definimos, não seriam mais nossos orientadores, devido a uma decisão da nossa mantenedora de Brasília”, resumiu o grupo de estudantes ao jornal. 

De acordo com os alunos, apesar da falta de detalhes repassados pela faculdade sobre a decisão da mantenedora, lhes foi repassada a informação extraoficial de que os professores orientadores teriam “negado a continuidade do projeto por falta de pagamento”. 

Durante a reunião, a faculdade teria comunicado aos estudantes que um único professor ficaria responsável, a partir de agora, pela continuidade das orientações. “Quem assumiu todas as 25 mentorias de TCC foi o nosso coordenador, que também não está recebendo por isso. Segundo conversado em reunião gravada, o mesmo está auxiliando voluntariamente”, disseram os estudantes. 


Foto: Divulgação
 

Diante dessa situação, os estudantes descrevem estarem se sentindo “frustrados e desapontados”, diante do esforço e do valor financeiro depositado para conclusão do curso. “Quem irá julgar toda a nossa evolução até aqui? Já que o nosso coordenador não nos acompanhou desde o pré-projeto. Como será chegar à banca e não ter o nosso verdadeiro orientador ao nosso lado? Como a instituição privada aceita trabalho voluntário, sem remuneração, quando pagamos integralmente a cadeira?”, questionam os estudantes. 

Ainda conforme o grupo de alunos, além da falta de orientadores, a instituição de ensino tem enfrentado outros problemas como “pagamentos de profissionais empregados pela instituição sendo reduzidos, falta de aulas práticas, troca de professores por aulas em EAD, cancelamentos de cadeiras no meio do semestre e demissão de funcionários”. 

“Ninguém abraça sozinho uma turma inteira. Precisamos de nossos professores escolhidos!”, apelam os estudantes.

Em contato com a faculdade, foi repassado ao SERRANOSSA que o setor jurídico da instituição orientou o reitor Adriano Menegotto “a não falar sobre o assunto”. Os estudantes aguardam uma solução para o problema, a fim de garantir a conclusão de seus cursos de forma correta.
 

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