Setembro encerra como o mês com menos mortes por COVID-19 no país em 2021 

O avanço da vacinação contra a COVID-19 tem surtido efeitos positivos visíveis em todo o Brasil. O número de novos casos e internações apresentou quedas significativas nos últimos meses em todas as regiões brasileiras. Mas a atenção maior está na redução dos óbitos pela doença – principal objetivo da campanha de vacinação em todo o mundo. Conforme balanço do consórcio de veículos de imprensa, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, setembro encerrou como o mês com menos mortes pela COVID-19 no país em 2021.

No período foram 16.275 óbitos no Brasil, cinco vezes menos do que o número registrado em abril, considerado o mês mais letal. Naquele período, foram 82.401 vítimas da COVID-19 no país. Após setembro, os meses de agosto e janeiro, com 24.088 e 29.558, respectivamente, foram os meses com menos mortes.


Fotografia ilustrativa. Crédito: Chris Barbalis/Unsplash

Em Bento Gonçalves os números referentes a setembro também são positivos. Foram 12 mortes registradas, perdendo apenas para fevereiro deste ano, quando 11 pessoas perderam a vida para a COVID-19. O número é quatro vezes menor do que aquele registrado em março, considerado o mês mais letal de toda a pandemia em Bento. Naquele período, 51 pessoas morreram no município. 

Durante coletiva de imprensa do Hospital Tacchini realizada na quinta-feira, 30/09, a diretora técnica e infectologista Nicole Golin ressaltou a queda significativa no número de internações em leitos clínicos e UTI. Entretanto, questionada sobre as mortes que ainda estão ocorrendo, mesmo após grande parte da população vacinada, Nicole alertou que o Coronavírus continuará sendo uma fonte de preocupação, assim como as demais doenças virais. “A partir do momento que a gente entra em uma convivência com o Coronavírus, ele passará a ser um coabitante. Dessa forma, as pessoas que tiverem mais fragilidade vão continuar tendo riscos, assim como têm mais risco de pegarem uma pneumonia ou outras doenças”, ressaltou. 

Na grande maioria dos casos, as pessoas que vieram a óbito em Bento tinham algum tipo de comorbidade. Conforme a infectologista, as principais doenças pré-existentes constatadas nos casos mais graves da COVID-19 atualmente são pressão alta, diabetes, obesidade e problemas cardiológicos. Já a idade, grande fator de risco no início da pandemia, parece ter menos relevância no agravamento dos quadros. Em setembro, Bento registrou a menor média de idade entre as vítimas de toda a pandemia: 60 anos. 

Questionada sobre o número de pessoas vacinadas que vieram a óbito, Nicole Golin não revelou dados, mas voltou a ressaltar a importância da manutenção dos cuidados. “Tivemos períodos em que, realmente, quem não estava vacinado acabou agravando mais. Mas também temos casos de vacinados agravando, porque nenhuma vacina existente apresenta 100% de eficácia”, reforçou.
 

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