Sinasefe sugere exigência de “passaporte vacinal” para retorno às aulas presenciais no IFRS

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe) enviou na quarta-feira, 29/09, um ofício ao reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Júlio Heck propondo a exigência de um “passaporte vacinal” para retorno às aulas presenciais. A comprovação do esquema vacinal completo contra a COVID-19 se aplicaria, conforme a sugestão do sindicato, ao servidor público, ao trabalhador terceirizado e ao estudante. 

Entre os argumentos apresentados pela assessoria jurídica do sindicato está a consideração de que “não pode ocorrer qualquer violação aos direitos sociais fundamentais à vida e à saúde enquanto expressões do fundamento republicano da dignidade humana. Isso porque o acesso ao direito social fundamental à educação só pode ser discutido em um contexto no qual a sua garantia não represente, por óbvio, risco real à vida e à saúde humanas”.

Entretanto, durante a 7ª Reunião Extraordinária do Consup IFRS, realizada na manhã desta quinta-feira, 30/09, a procuradoria do instituto se posicionou contrária à proposta. Conforme adiantado pelo diretor-geral Rodrigo Monteiro, no entendimento na procuradoria não seria possível exigir a comprovação do esquema vacinal completo sem uma lei que embase a medida. 

Ainda conforme o diretor-geral, o IFRS campus Bento Gonçalves já apresentou uma nova proposta de retorno presencial, chamada de “Plano de Retorno Presencial Gradual”. A partir dela, o retorno no formato híbrido do ensino médio e técnico se daria a partir do dia 18/10. “Lembrando que as atividades práticas para todos os níveis já foram aprovadas e já estão acontecendo”, comenta. Nessas atividades se incluem aulas práticas, trabalhos de conclusão de curso, estágios, projetos de ensino, de pesquisa, inovação e de extensão. A proposta está sendo analisa pelo Conselho Superior do IFRS.
 

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