Sintomas da nova variante são facilmente confundidos com demais infecções respiratórias, informa infectologista

Há alguns meses a variante Delta do Coronavírus tem ganhado as manchetes de jornais em todo o mundo. Isso porque a mutação, primeiramente observada na Índia, tem um perfil que preocupa as autoridades da saúde: seu alto potencial de predominância. Dessa forma, com diversos casos já confirmados no Rio Grande do Sul, é possível deduzir que, atualmente, a Delta seja a variante predominante no estado. 

Além do maior potencial de infecção, a mutação em evidência parece estar causando sintomas diferentes daqueles já conhecidos anteriormente. De acordo com a diretora técnica e infectologista do Tacchini Nicole Golin, os sintomas mais percebidos entre as pessoas com COVID-19 que buscaram atendimento no hospital nas últimas semanas foram tosse, coriza, febre, dor de cabeça e dor de garganta. “Esses são os sintomas da maioria das viroses que identificamos no inverno. Então perdemos aquele perfil mais fácil de identificar a COVID-19, que era a perda de olfato, paladar e diarreia, por exemplo. Se tornou mais fácil confundir com qualquer infecção respiratória”, comentou durante coletiva de imprensa do Tacchini realizada na quinta-feira, 26/08.


Imagem ilustrativa. Foto: Unsplash
 

Diante da mudança de cenário, a infectologista pediu atenção da comunidade para que desconfie em caso de qualquer sintoma gripal. “Principalmente levando em consideração que moramos na Serra Gaúcha e estamos enfrentando variabilidade de temperatura nos últimos meses”, reforçou.

Outra diferença no cenário atual da pandemia diz respeito ao perfil dos pacientes internados. Conforme Nicole, há pessoas de diversas faixas etárias, com tendência ao agravamento de pacientes com comorbidades como obesidade, pressão alta e câncer. Além disso, um dado referente à vacinação tem chamado a atenção: “Os pacientes sem comorbidades que acabaram precisando de leito crítico, coincidentemente ou não, não estavam vacinados”, revelou. “Isso somente reforça a fala de que, a partir do momento em que temos disponível a medida preventiva, que é a vacinação, ela não pode ser ignorada, porque o impacto que percebemos na redução de ocupação hospitalar e letalidade foi muito importante nos últimos meses”, disse.  

 

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