Tecnologia e inovação no culto ao vinho

Na semana em que se comemora o Dia do Vinho, um projeto ousado e futurista começa a tomar forma em Bento Gonçalves, a fim de modernizar a forma de atrair turistas ao Vale dos Vinhedos. Trata-se do Memorial e Atelier do Vinho, que está sendo idealizado pela Casa Valduga e teve seu primeiro passo para criação aprovado pelo Ministério da Cultura. O objetivo da iniciativa é criar um local de culto à vitivinicultura num espaço planejado para ser um dos mais modernos e interativos do gênero na América Latina.

De acordo com o diretor de marketing da Casa Valduga, Fabiano Olbrisch, o projeto do Memorial e Atelier do Vinho foge inteiramente da idéia de criação de um museu ou espaço para que as pessoas possam ver antiguidades. A idéia é trabalhar com um projeto moderno e revolucionário para a região, semelhante ao Museu do Futebol e ao Museu da Língua Portuguesa, que não apenas contam histórias do passado. Nesses locais, lembra o diretor, o público pode interagir com o produto, no caso do memorial, o vinho. Entre outras coisas, trabalha-se com a idéia de que os visitantes possam trabalhar os cinco sentidos quando chegarem ao local. “Temos o objetivo de criar algo muito dinâmico, com inovações instantâneas para quem chega. Entre outras coisas, queremos ter ambientes com situações de aromas, acompanhamento do processo de vitivinificação e também de degustação, aliando o que há de mais moderno em tecnologia e interatividade”, destacou Olbrisch.

Para que tudo seja concebido como o que foi projetado, foi contratado Marcelo Ferraz, do escritório Brasil Arquitetura, arquiteto de renome internacional e considerado uma referência na criação de prédios museais, responsável pelos projetos do Centro Cultural Cais do Sertão Luiz Gonzaga, no Recife, e da revitalização do Centro Histórico de Salvador, na Bahia.  Fabiano Olbrisch tenta conter a empolgação, mas deixa escapar que o objetivo é muito ousado e diferente de qualquer projeto criado na Serra Gaúcha. Serão necessários cerca de R$ 18 milhões a serem captados pela agência Estação de Projetos, de Porto Alegre. Além da captação de recursos, a empresa também irá desenvolver os processos de aprovação do projeto no Ministério da Cultura, assim como as tecnologias e exposições a serem utilizadas no Memorial. “Estamos apenas engatinhando com o projeto. Recebemos autorização para captar menos de 10% do total necessário para este empreendimento e ainda vamos enfrentar um obstáculo difícil que é o de sermos da iniciativa privada. Mas é preciso entender que não estamos fazendo um projeto para a Casa Valduga e sim para Bento Gonçalves” finalizou o diretor.

Marcelo Maciel

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