Transferência do 6°BCom para Curitiba deve levar mais de quatro anos, afirma comandante

Tidas como certas, as saídas do 6° Batalhão de Comunicações (6°BCom) e da 15ª Companhia de Comunicações Mecanizada (15ª Cia. Com. Mec.) devem demorar ainda um bom tempo para se concretizar. É o que garantiu o comandante do 6°BCom, tenente-coronel Lúcio Guerra, em entrevista ao SERRANOSSA na última terça-feira, dia 25. Segundo ele, as etapas de transferências estão sendo “superadas” e, pelo menos, nos próximos dois anos, tudo ficará como está.  

As transferências fazem parte de um processo de reestruturação do Exército, anunciada desde que a 6ª Divisão do Exército de Porto Alegre foi desativada. Entre as mudanças, está prevista a ida da 15ª Cia. Com. Mec. para Cascavel, no Paraná. “Antes da saída, o pressuposto básico é que a estrutura física esteja pronta naquela cidade, mas apenas o projeto de engenharia está em fase final. O início das obras depende da situação econômica do país, devendo ficar para o próximo ano e ter duração estimada em dois anos. Então, nossa previsão é que a 15ª Cia. Com. Mec., com um núcleo de 88 homens, só saia de Bento em 2019”, explicou Guerra.

Já a ida do Batalhão e suas duas companhias para Curitiba deve demorar um pouco mais. O projeto de engenharia ainda está nas fases iniciais de confecção. As obras, quando iniciadas, devem durar em torno três anos. Portanto, se tudo transcorrer normalmente, acreditamos que o Batalhão, com seus 256 homens, deva ir para a capital paranaense somente a partir de 2020, aposta.

Em Bento, permanecerá a 8ª Companhia de Comunicações, com um contingente inicial de 88 militares e que, após determinado período, poderá dobrar de efetivo. Guerra, porém, acredita que o Exército deverá incorporar um novo quartel na cidade. “Como a nossa área patrimonial aqui é muito grande, uma companhia não dará conta de utilizar toda esta estrutura. Então o Exército já está fazendo outros estudos no sentido de trazer outro quartel para cá. Este espaço vai se renovar mais uma vez. Outrora era Ferroviário, que deu lugar ao BCom, que futuramente poderá abrigar um novo quartel”, comenta Guerra.

Enquanto as transferências não ocorrem, as demandas de trabalho só aumentam. Isso porque, se antes o Batalhão era apenas subordinado a uma Divisão do Exército, agora são três comandos solicitando apoio. “O BCom responde a Curitiba, a 15ª Cia. responde a Cascavel e a 8ª Cia. responde a Pelotas, ou seja, triplicou o número de apoios, manobras, exercícios”, explica.

Embora muitas mudanças estejam previstas para os próximos anos, o comandante tranquiliza a população. “O que mudará serão os trabalhos do Exército e não o atendimento à comunidade e, muito menos, a perda de todo este legado que o Exército construiu aqui na cidade”, conclui.

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