Último envolvido se apresenta à polícia

Os cinco adolescentes que participaram do assalto que resultou na morte do jovem Mateus Henrique Greselle Marchiori, de 17 anos de idade, ocorrido no dia 9, na rua Carlos Dreher Neto, bairro Vila Nova, já foram identificados pela Polícia. Os acusados pelo crime têm idade entre 13 e 16 anos. Todos os envolvidos já foram ouvidos. O último deles, apontado pelos demais como sendo o autor da facada que resultou na morte de Mateus, se apresentou na delegacia na quarta-feira, dia 15, e informou que só se manifestará em juízo. Um menor, com várias participações em outros crimes na cidade, foi encaminhado ao Centro de Atendimento Sócio-Educativo (Case) de Caxias do Sul, ainda no dia 10.

O que mais chama a atenção neste crime, além da pouca idade dos envolvidos, foi o fato de o adolescente ter sido morte por causa de um aparelho celular. Mesmo após ter entregue o telefone, a vítima foi esfaqueada. Mateus sempre percorria aquele caminho, junto com outros estudantes, para voltar para sua residência no bairro Vila Nova 2. De acordo com o delegado Álvaro Pacheco Becker, titular da 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP) e responsável pela investigação, os menores relataram em seus depoimentos que se reuniram no dia, consumiram maconha e saíram para assaltar, o que caracteriza o crime de latrocínio.

Marchiori era aluno do 3º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Landell de Moura, trabalhava no período da manhã e, à noite, frequentava a escola. A mãe do adolescente, Lúcia Greselle Marchiori, ainda bastante abalada com a perda do filho caçula, não se conforma com o acontecido e busca por justiça. “O Mateus era um menino de ouro. Estava sempre em casa, era o meu grande companheiro. Ele se preocupava muito comigo, me cuidava. Eu ainda fico esperando ele aparecer na janela para ver aquele rosto lindo. Toda hora parece que ele vai chegar em casa”, relata, emocionada.

Ainda segundo Lúcia, o adolescente tinha o sonho de cursar uma faculdade, gostava muito de informática e estava guardando o dinheiro que recebia para comprar um computador. “Os autores vão ficar três anos internados, e depois? Vão sair e matar mais alguém? Eu quero justiça, isso não pode ficar assim. Nada vai trazer meu filho de volta, mas posso ajudar que nenhuma mãe passe por isso que estou passando, por essa dor enorme, que parece que nunca vai ter fim”, desabafa.

Conforme Becker, já foi solicitada a internação dos outros envolvidos no crime. “O Ministério Público (MP) requereu novas diligências, que estão sendo realizadas e, logo que atendidas, serão encaminhadas para análise da representação pela decretação das internações dos demais acusados”, explica o delegado. Esse foi o primeiro caso de latrocínio registrado na cidade no ano de 2015.

Familiares e amigos farão manifestação

Uma manifestação está marcada para acontecer no dia 26, a partir das 14h. O ato está sendo organizados pelos familiares e amigos de Mateus. A saída será em frente ao Colégio Landell de Moura, onde o jovem estudava, localizado na avenida Presidente Costa e Silva, e a caminhada segue até a rua Carlos Dreher Neto, no bairro Vila Nova, no local onde o adolescente foi assassinado. O evento está sendo organizado através de uma página no Facebook.

Os organizadores buscam ainda fazer um abaixo-assinado para a aprovação da PEC 171/93, que reduz a idade da maioridade penal. “É injusto como quem fez isso não ser punido. Não podemos aceitar, não podemos nos calar, temos que reivindicar nossos direitos. Temos que agir antes que mais famílias sofram com a perda de um rapaz tão bom, puro e inocente. Não existem palavras para descrever a dor e o sofrimento causados por esses criminosos. Precisamos fazer essa lei válida. Se um menor é capaz de fazer algo tão cruel como isso, ele também é capaz de pagar pelos seus atos”,diz o convite publicado na rede social.

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