UTI do Tacchini opera em 110% nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira, 26/08, a UTI do Hospital Tacchini voltou a operar em mais de 100% de ocupação, com a internação de 44 pessoas. As informações são do mapa de leitos do Estado. Desses pacientes, cinco têm confirmação para a COVID-19 e dois estão com suspeita da doença.

Ao longo das últimas semanas de julho e primeiras semanas de agosto o hospital vinha registrando queda e posterior estabilidade nas internações. Além disso, o contrato com o Ministério da Saúde para funcionamento de cinco dos leitos emergenciais criados durante a pandemia chegou ao fim. Esses fatores levaram ao fechamento desses cinco leitos no início deste mês de agosto, com o hospital passando a operar em 40 leitos regulares de terapia intensiva.


Foto: Divulgação/Tacchini
 

Nesta semana, entretanto, um leve aumento das internações levou à superlotação da UTI do Tacchini, com quatro pacientes além do total – uma ocupação de 110%. “A decisão de desativar leitos foi acertada no início do mês, tendo em vista que estávamos operando abaixo dos cinco leitos que mantemos habilitado”, disse o superintendente do Tacchini Hilton Mancio durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta, 26/08.
Conforme análise da diretora técnica do hospital e infectologista, Nicole Golin, os 40 leitos ativados atualmente “é o número ideal em termos de estrutura e de equipe”, comentou.

Apesar de o Tacchini estar operando acima da capacidade, Nicole acredita que o hospital esteja “dando conta”. “Temos tido uma variabilidade muito grande de ocupação. Ontem entraram seis pacientes e hoje nenhum. Então não é um cenário previsível, mas com a estrutura que temos hoje estamos conseguindo dar conta”, afirmou.

A diretora técnica também comentou que o número de atendimentos no pronto socorro e na ala regular de internação, fora da UTI, não apresentou aumentos. Apesar disso, ela reforçou o alerta de que houve aumento nos atendimentos de crianças com quadros respiratórios – entre COVID e outras doenças causadas por vírus.

A taxa de letalidade das pessoas internadas em UTI também apresentou redução: dos 40% registrados em julho, a taxa baixou para 17% em agosto. “Isso mostra que estamos tendo menos casos graves, menos internações e, consequentemente, menos óbitos”, avaliou.

 

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