Uva pode receber tratamento diferenciado

O apelo por produtos sustentáveis, já visível no mercado, deixa a exclusividade de elementos produzidos unicamente pela floresta e parte, agora com mais força, a cultivares também da agricultura local. A produção orgânica, por exemplo, ganhou mercado nos últimos anos, até mesmo no setor vitivinícola.

Lauri Zanon, supervisor de produção da vinícola Mena Kaho, de Bento Gonçalves, confirma o aumento gradativo da produção orgânica. “Começamos o plantio de uvas comuns orgânicas em 2005 e, atualmente, são 30 os produtores”, relata. Para todo o processo produtivo orgânico, é necessário seguir regras estabelecidas por um órgão certificador, já que o cultivo requer local apropriado para tal finalidade. “Deve-se levar em consideração a posição solar em que se encontra o parreiral, as caídas de solo e a proximidade com outros parreirais, devendo ter, no mínimo, 30 metros de distância entre eles e, sempre que possível, a presença de uma barreira vegetal para impedir a contaminação da produção orgânica com a pulverização do parreiral de cultivo convencional”, explica.

Entre outros regramentos, a insolação e a utilização da chamada “cobertura verde” no solo são detalhes a serem cumpridos para garantir a certificação. Esta última, de acordo com Luís Carlos Rupp, agrônomo e pesquisador do Centro Ecológico de Ipê, evita a proliferação de ervas no solo e, consequentemente, reduz o uso de herbicida. “É preciso utilizar o bom manejo do solo – com adubação verde, estercos e minerais – e evitar lugares sujeitos a neblinas e geadas, além da boa exposição solar”, relata.

Além da técnica orgânica, há ainda a certificação do cultivo biodinâmico, que consiste mais em arte do que técnica.O método surgiu em 1924, na Europa, e consiste na certificação – por meio do selo Demeter – de produtos produzidos dentro de uma técnica e abordagem ampla que engloba inclusive os ritmos estelares. Algumas das regras envolvidas neste processo produtivos são: práticas de conservação de solo e da natureza; a não utilização de fertilizantes químicos e de agrotóxicos sintéticos, sendo permitido somente produto de controle natural; a não utilização de produtos transgênicos, entre outras.

Leia a matéria completa na edição impressa desta sexta-feira.

Andreia Dalla Colletta

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